Plano Individual de Aprimoramento e Formação – 2018 (2022)

Nome: Patricia de Lião Andrade

Função/disciplina: Professora de História

Nome do gestor/responsável: Tânia Lopes

Função do responsável: Professor Coordenador de Área

Data: 11/2018

– Planejamento das atividades formativas –

COMPETÊNCIA

ATIVIDADE DE DESENVOLVIMENTO

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
Indicar apoiadores (se houver)

Período
(Início – Fim)

OBJETIVOS ESPERADOS (evidências)

Protagonismo

Protagonismo Sênior

Ter clareza do meu propósito de atuação de forma ampla, servindo como exemplo (presença educativa).

Refletir sobre meu propósito de atuação, relacionando-o ao seu papel como educador

® Assistir, como inspiração, ao vídeo da Lizzie Velasques: “Como você se define”;

® Refletir sobre meu papel enquanto professora contribui para o meu propósito de vida;

® Aproximar a minha atuação do meu propósito de vida;

® Definir quais são os valores dos quais não abro mão;

® Descobrir quais valores eu gostaria de disseminar.

Setembro a novembro/2018

® Fazer anotações sobre minhas reflexões para tornar mais tangível o meu desenvolvimento.

COMPETÊNCIA

ATIVIDADE DE DESENVOLVIMENTO

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
Indicar apoiadores (se houver)

Período
(Início – Fim)

OBJETIVOS ESPERADOS (evidências)

Protagonismo

Comportamentos e competências

Identificação de comportamentos e competências de um protagonista através da análise de filme

® Assistir o filme: “O sorriso de monalisa”;

® Identificar e avaliar comportamentos e competências do protagonismo em todas as personagens do filme:

*Respeito a individualidade;

(Video) PES 2018 || TUTORIAL TÁTICO || PSG / PARIS SAINT-GERMAIN (MELHOR FORMAÇÃO E ESQUEMA TÁTICO)

*Promoção do protagonismo juvenil;

*Protagonismo sênior.

® Identificar quais comportamentos demonstram falta ou dificuldade de apresentar a competência protagonismo;

® Identificar quais competências ficaram evidentes no filme;

® Relacionar comportamentos com a minha atuação e, a partir disso, identificar qual aprendizado pode ser extraído do filme para melhorar a minha prática.

Setembro a novembro/2018

® Anotar as observações feitas sobre o filme que estejam relacionadas com a competência a ser desenvolvida.

COMPETÊNCIA

ATIVIDADE DE DESENVOLVIMENTO

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
Indicar apoiadores (se houver)

Período
(Início – Fim)

OBJETIVOS ESPERADOS (evidências)

Fomação Contínua

Disposição para o autodesenvolvimento contínuo

Buscar proativamente aprendizados adicionais através de leituras, palestras, congressos e outros meios

® Fazer uma lista com os assuntos que tenho interesse em conhecer ou me aprofundar, a partir de uma reflexão sobre a minha atuação cotidiana;

® Conversar sobre estes assuntos com colegas da minha área ou pessoas que considero como referência, procurando identificar tópicos novos sobre os quais eu ainda não tinha conhecimento;

® Buscar sugestões de livros, cursos, palestras e especialistas sobre o tema e referências de conteúdo formativo na internet;

® Me informar sobre a formações disponíveis na Secretaria (presenciais e a distância), na diretoria de ensino e inclusive, externas a secretaria;

Setembro a novembro/2018

® Fazer um planejamento para que eu possa viabilizar a realização de formações apontadas, priorizando a partir do que considero de maior necessidade para minha atuação.

COMPETÊNCIA

ATIVIDADE DE DESENVOLVIMENTO

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
Indicar apoiadores (se houver)

Período
(Início – Fim)

OBJETIVOS ESPERADOS (evidências)

Fomação Contínua

Disposição para o autodesenvolvimento contínuo

Identificação de conceitos e práticas para o desenvolvimento contínuo através da leitura de um livro

® Ler o livro “Qual é a tua obra? – inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética”;

® Identificar conceitos e práticas relacionadas com o autodesenvolvimento contínuo que são trabalhadas no livro;

® Identificar quais comportamentos demonstram falta ou dificultam a realização do auto desenvolvimento contínuo;

(Video) PES 2018 || TUTORIAL TÁTICO || MANCHESTER UNITED (MELHOR FORMAÇÃO E ESQUEMA TÁTICO)

® Relacionar comportamentos com minha atuação;

® Destacar qual aprendizado pode ser extraído do livro que contribui para a minha busca do autodesenvolvimento contínuo.

Setembro a novembro/2018

® Anotar as observações feitas sobre o livro que estejam relacionadas com a competência a ser desenvolvida.

O que me define?

Escrever sobre mim não é tarefa fácil. Apesar de eu ser muito autoreflexiva e autocrítica nunca parei para por no papel meu debate interno, talvez seja uma tarefa interessante.

Tentando cumprir o desafio que Lizzie Velasques propõe em seu vídeo, vou buscar aquilo que me define ao mesmo tempo que procurarei também cumprir o exercício proposto no meu PIAF que é aproximar a minha atuação como professora do meu propósito de vida, definir quais são os valores dos quais não abro mão e descobrir quais valores eu gostaria de disseminar.

Vou começar falando como as pessoas me vêem. Escuto com frequência pessoas dizendo que sou forte e inteligente, confesso que aceito esses rótulos com muita ressalva, vou explicar o porquê.

Na sociologia sabemos que 90% do que somos é adquirido na vida em sociedade, na convivência e troca com outros indivíduos e grupos, por isso sei que essa “força” que me atribuem não é inerente a mim, e sim resultado de um processo de socialização, uma característica que carrego e que fui obrigada a vesti-la por forças externas. Assim como outras “partes” de mim, a força não é ma característica da minha alma, mas sim o resultado do que a vida fez de mim nesses quase 45 anos de vida, e olha que foi bastante coisa, pois se tem algo do qual eu tenho certeza é de que vive, vive, senti e vi muita coisa. Veja, quando digo que sou o que a vida fez de mim, não me coloco como um ser passivo que sofre as conseqüências de algo ao qual não faz parte, muito pelo contrário, o eu indivíduo e a vida, ou universo, estamos em uma relação dialética.

Quanto a inteligência eu a substituiria pela curiosidade. É a minha curiosidade aliada ao pensamento critico que adquiri nos anos de universidade que me impulsionam a crescer e aprender, assim como a minha consciência de que sei muito pouco.

Agora vamos falar sobre como eu me vejo. Bem, isso é muito mais custoso, por isso vou fazer o esforço de focar apenas naquilo que, de alguma forma, está relacionado com o meu campo profissional.

Costumo dizer que não escolhi minha profissão, foi o magistério que me escolheu e eu me apaixonei por ele, não a toa, pois nesta profissão vi a possibilidade de dar mais sentido a minha vida. “Qual é o sentido da vida?” essa é uma questão que me acompanha há muito tempo.

Existem alguns princípios que trago comigo desde muito cedo. O primeiro é o princípio da coletividade, o entendimento de que nada é possível se não houver um esforço coletivo, até mesmo quando achamos que conseguimos algo por nosso próprio e exclusivo mérito, se pararmos para observar compreenderemos que nosso esforço foi só uma parte do que nos levou a nossa conquista. Acho que essa compreensão em um mundo individualista e meritocrático, pode trazer mudanças drásticas rumo a um mundo melhor e mais digno. Acho que este é um dos valores que quero disseminar.

Um outro princípio que trago comigo é o da justiça. Justiçacomo a particularidade do que é justo e correto, como o respeito à diversidade e equidade entre todos os cidadãos. Não consigo imaginar a educação sendo feita sem justiça, acredito que são duas esferas que não apenas se entrelaçam, mas são partes de um mesmo corpo, impossível uma existir sem a outra.

O senso de coletividade e de justiça é o que aproxima a minha atuação como professora do meu propósito de vida, são valores dos quais não abro mão e que gostaria de disseminar. Mentiria se dissesse que consigo me manter fiel a estes princípios 24h por dia, principalmente na sala de aula, um local de conflitos, mas caminho sempre buscando aproximar aquilo que penso daquilo que faço.

“Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos.”

Paulo Freire

O Sorriso de Mona Lisa

“Katherine Watson não veio para Wellesley para se conformar,

ela veio porquê queria mudar o mundo.”

Em 1953, uma recém formada professora de história da arte, Katherine Watson (Julia Roberts), chega à escola mais conservadora dos Estados Unidos. Aulas de oratória, elocução, postura, como cruzar e descruzar as pernas são parte do currículo.

O tradicionalismo é tamanho que a enfermeira, Amanda Armstrong (Juliet Stevenson), seguindo seus conhecimentos e aquilo que acreditava ser o mais correto, é expulsa da escola por dar pílula anticoncepcional à uma aluna. “Contraceptivos no campus, enfermeira encoraja promiscuidade” foi a manchete do jornal interno escrito por Betty (Kirsten Dunst), uma das alunas.

As ideias que giravam nos anos 50 eram relativas à grande felicidade de ser uma mulher casada e cuidar do marido e dos filhos. Hoje talvez seja fácil e oportuno que critiquemos isso tudo. Mas, você mulher moderna, já se imaginou naquele contexto? Afinal, somos produto do meio. Reproduzimos costumes e padrões de comportamento. Alguém disse um dia que a função da mulher no mundo já estava pré-estabelecida antes mesmo de ela nascer e demorou até que alguém começasse a questionar esta “verdade”. No filme quem tem este papel questionador é Katherine Watson (Julia Roberts).

Katharine é uma personagem em busca de algo maior em sua vida. Sem medo de sair de sua zona de conforto se submete ao processo seletivo para lecionar na escola mais conservadora do país. Começa então uma jornada de muitos desafios e de aprofundamento do autoconhecimento através dos confrontos enfrentados na tentativa de despertar o protagonismo em suas alunas para se libertarem das amarras impostas pela cultura da época.

No sorriso deBetty(Kirsten Dunst), encontramos uma menina submissa à mãe e a todos os padrões da época, uma garota sufocada, presa em si, que não aceita que alguém seja mais feliz que ela. Persegue a felicidade que acredita encontrar no casamento, mas, ao ser traída pelo marido, percebe que a aparência de uma vida feliz não se tratava da felicidade de fato. Esta é a personagem mais afetada pela presença de Katherine. Ao final ela consegue romper com alguns dos padrões que a fazem tão infeliz e sai em busca de seu caminho neste mundo.

No sorriso deJoan(Julia Stiles), descobrimos uma possível estudante de direito incentivada pela professora que dizia que ela poderia sim fazer os dois, estudar e cuidar da casa e do marido. Contudo, após ser aceita em Yale, a estudante percebe que estar casada, ter uma família e poder cuidar dela é o que a fará feliz. ”Você disse que a gente poderia ser o que quisesse, eu escolhi isso”, diz ela à Katherine que, a princípio, tem um pouco de dificuldade de aceitar sua escolha.

São vários os conflitos enfrentados pela protagonista. Na vida amorosa, na casa em que vive com Nancy Abbey (Marcia Gay Harden), uma mulher oprimida e triste por não ter uma vida dentro dos padrões da época para uma mulher, ou seja, casar e ter filhos. Mas os maiores conflitos se dão na escola onde ela tenta de todos os meios fazer com que suas alunas sejam seres autônomos e críticos.

No enredo do filme a professora, Katherine Watson, distoa do pensamento predominante na época, pois seu objetivo maior não era encontrar um marido como o esperado de todas as mulheres. Em uma determinada cena ela diz: “eu gostaria de me casar, mas se isso não acontecer, tudo bem”. Por esse e outros motivos, era considerada subversiva. Segundo o dicionário, subversivo é o ato ou efeito de subverter, revolta, insubordinação contra a autoridade, as instituições, as leis e os princípios estabelecidos. Tipo de comportamento perigoso para a época e também nos dias de hoje onde o conservadorismo voltou a imperar.

“O Sorriso de Monalisa” coloca em questão nosso papel na sociedade de hoje e nos faz refletir sobre o de amanhã. Assumir uma postura protagonista onde você sai em busca da sua verdade, fugindo dos padrões, continua sendo um choque pra muita gente. A linha reta é confortável e evita riscos, mas será que vale a pena?

Assuntos para conhecer ou aprofundar nos próximos meses

  • Didática
  • Gestão de sala de aula
  • História geral
  • História do Brasil

Meios:

1. Curso EAD: O mundo moderno – Parte I: história global de 1760 a 1910 – University of Virginia

Informações sobre o curso: Este é um curso sobre história moderna a partir de uma perspectiva global. A Parte Um começa com as revoluções políticas e econômicas do final do século XVIII e acompanha a transformação do mundo durante o século XIX e termina quando essas mudanças desconcertantes parecem estar indo além da capacidade das instituições mais antigas de lidar com elas. Ao longo do curso, tentamos entender o que está acontecendo e perguntamos: por quê? E as respostas muitas vezes se transformam em escolhas muito humanas.

2. A USPoferece, através do site daUnivesp TV,três cursos gratuitos online sobre a História do Brasil. AUnivesp TVé o canal de comunicação da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a quarta universidade pública paulista e visa ao incentivo à formação integral do cidadão.

Os três cursos oferecidos pela USP são:

(Video) Atribuições do Nutricionista (CFN 2018) com Monique Neves

História do Brasil Colonial I

A América portuguesa dos séculos XVI e XVII: sociedade, política, economia e cultura.

Objetivos

– Analisar a incorporação da América aos mercados mundiais da Época Moderna, mais especificamente aos padrões de colonização portuguesa;

– Analisar a formação, na América Portuguesa, de uma sociedade escravista, bem como suas formas básicas de reprodução;

– Analisar as condições de exercício de poderes locais e a reconfiguração, na América, de estruturas políticas do Antigo Regime português;

– Discutir criticamente a historiografia clássica e os debates historiográficos mais recentes acerca dos temas a serem abordados no curso.

Programa

  • América Indígena
  • A expansão comercial europeia e o continente americano
  • Os portugueses na América: feitorias e capitanias hereditárias
  • Os franceses na América e a competição mundial do século XVI
  • O imaginário da colonização
  • Economia e sociedade do açúcar
  • Trabalho indígena e trabalho africano: a formação de uma sociedade escravista
  • Religião e colonização
  • Os holandeses na América e a competição mundial do século XVII
  • O debate historiográfico em torno do “Antigo Sistema Colonial”
  • A ocupação do território
  • A administração colonial
  • Fundamentos da sociedade colonial

História do Brasil Colonial II

Apogeu, crise e fim da colonização portuguesa da América (c.1695-c.1822)

Programa

  • O ouro do Brasil e a economia mundial.
  • A sociedade das Minas Gerais.
  • O Reformismo Ilustrado e a América portuguesa.
  • Fronteiras coloniais e limites no século XVIII.
  • Escravidão, tráfico negreiro e escravismo, séculos XVIII e XIX.
  • Literatura e cultura letrada.
  • A ideia de Brasil no século XVIII.
  • Motins e sedições: os padrões de contestação política.
  • O debate historiográfico em torno da “crise do Antigo Sistema Colonial”.
  • A Corte no Brasil e as reconfigurações do Império Português.
  • A Independência e a formação do Estado e da nação.
  • A parte e o todo: a dinâmica da colonização, séculos XVI-XIX.

Objetivos

– Analisar as reconfigurações políticas, econômicas, sociais e culturais na América portuguesa durante o século XVIII.

– Analisar a crise do Império português e a criação das condições de possibilidade para o surgimento e consolidação, nas primeiras duas décadas do século XIX, de um projeto de ruptura política entre Portugal e Brasil

– Discutir criticamente a historiografia clássica e os debates mais recentes acerca dos temas a serem abordados no curso.

História do Brasil

Curso com a participação de vários professores aborda a história do país, da época dos jesuítas à Primeira República.

Programa

  • Padre Antônio Vieira e a educação jesuítica
  • Reformas Pombalinas e estatização do ensino
  • Dom João VI
  • Demografia histórica
  • Independência
  • Primeira República
  • Independência
  • Jesuítas
  • Preceptoras
  • Reformas Pombalinas e ensino jesuítico
  • História da Alfabetização no Brasil
  • Abolição

3. Livro: Didática

Autor: José Carlos Libâneo

Este livro propõe o estudo sistemático da Didática como teoria do processo de ensino. Como disciplina integradora, busca conhecimentos teóricos e práticos de metodologias específicas das matérias de ensino, generalizando princípios para a docência de todas as matérias escolares.

4. Livro: A prática educativa: como ensinar

Autor:Antoni Zabala i Vidiella

A partir de uma perspectiva de análise e reflexão, o autor propõe pautas e orientações sobre a ação educativa que visam a melhorá-la. As decisões sobre essas e outras questões relacionadas sobre como ensinar haverão de se justificar pela função social do ensino e pela concepção dos processos de aprendizagem.Google Books

5. Livro: (In)Disciplina e (Des)Motivação

Autor: Celso Antunes

Com linguagem simples e objetiva, a obra analisa a definição de indisciplina, as condições facilitadoras para a conquista da disciplina em sala de aula, a motivação, entre outros aspectos. No terceiro capítulo, Celso Antunes discorre sobre obullyingcomo consequência da indisciplina.

6. Vídeo: Gestão da sala de aula – Celso Vasconcelos (SM)

A educação escolar pressupõe relações interpessoais e o trabalho com o conhecimento. Essas relações são interativas e dinâmicas, não só entre professor-alunos, mas também entre aluno-aluno. Refletir sobre a importância do professor como mediador dos acontecimentos em sala de aula possibilita a (re)construção de intencionalidades e um outro olhar, ressignificado pelo respeito, pelo cuidado e pela crença sincera em sua capacidade de aprender e ensinar.

Resumo

CORTELLA, Mário Sergio. “Qual é tua obra?: Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética”. Ed. Vozes, 6ª Edição. Petropólis/RJ 2009.

Não é possível que qualquer homem ou mulher desenvolva alguma atividade

se não tiver consciência clara da finalidade da atividade.

(Video) Formação em PIAF - Construção do documento - Aula 03

S. Cortela

Nesta obra Cortela trata de inquietações propositivas sobre buscando discutir a criação de uma gestão sustentável e humanista.

O livro foi dividido em três partes: gestão, liderança e ética onde ele aponta os caminhos e os questionamentos de um “líder espiritualizado”. Com essa divisão, o livro conseguiu abordar de forma sucinta, com capítulos pequenos, porém com embasamento filosófico, questões que permeiam o debate sobre uma gestão eficiente e socialmente correta.

Gestão

Ultimamente tem se falado bastante em empresa espiritualizada e líder espiritualizado, podendo ser interpretado como indício de uma busca por um novo modo de vida e convivência. O termo espiritualizado aqui remete à capacidade de olhar as coisas para além de si mesmas, enxergando razões mais importantes do que o imediato, desta forma, o que se faz teria um sentido, um significado mais amplo.

A noção de humanidade despertada por essa nova visão de liderança imprime um sentido mais coletivo às ações, uma idéia de pertencimento na qual, o líder espiritualizado, é aquele capaz de olhar o outro em sua individualidade, de inspirar e elevar sua obra, descartando posturas hierarquizantes e autoritárias.

O desejo por espiritualidade é um sinal de descontentamento com nossas vidas que é manifestado pela angustia, ou seja, um sentimento sem motivo identificado. A espiritualidade vem a tona quando precisamos fazer uma reflexão sobre nós mesmo e sobre o conjunto da vida social na qual o trabalho é apenas uma parte.

Estamos vivendo um momento de transição, de turbulência, em que relações, valores e objetivos exigem novos paradigmas.

O mundo do trabalho que, historicamente, se constituiu sob a idéia de punição, sofrimento e fardo, tem buscado introduzir uma nova visão de si mesmo abrindo a possibilidade de ser uma esfera da vida onde também cabe a alegria, a fruição, a satisfação, o sentimento de que se está realizando uma obra. Para isso é necessário se reconhecer em sem seu trabalho, ir na direção oposta da alienação apontada por Karl Marx, que distancia o trabalhador do produto final de seu trabalho causando diversos problemas físicos e psicológicos relacionados com a falta de sentido naquilo que se faz.

Outra característica de um líder espiritualizado é “saber que não sabe”. Só é possível caminhar em direção à excelência através de um planejamento adequado e uma ação coletiva e eficaz se você souber que não sabe algumas coisas. A pessoa que têm dúvidas procura, busca conhecer e é humilde para aprender com a correção de seus erros. Uma pessoa que reconhece que não sabe, não significa que ela não saiba nada,significa apenas que ela está sempre pronta para aprender.

A formação continuada traz alguns dilemas, como, por exemplo, irei me dedicar a estudar algo pelo qual tenho genuíno interesse ou algo para atender uma demanda do mercado de trabalho. É preciso estabelecer prioridades e ter calma, pois nem sempre se alcança o aperfeiçoamento com rapidez. É importante que o profissional que está se preparando tenha em mente que isto é apenas uma fase necessária para obtenção do sucesso. Às vezes é preciso fazer um curso para suprir suas necessidades e dar subsídios pra aí sim fazer o curso desejado. Outro dilema é o medo. Para alcançar êxito é preciso enfrentar o medo de mudanças e ir atrás do vento oportuno. Existem duas atitudes muito comuns que são despertadas quando há necessidade de mudança: a primeira é a pessoa cair na “cautela imobilizadora”, ficar adiando uma ação necessária, a segunda é o “ímpeto inconseqüente”, o famoso “vamos que vamos” sem nenhum planejamento. A busca da excelência exige ação, mas sem cair na “cautela imobilizadora” e sem “ímpeto inconseqüente”. É preciso saber equilibrar a tensão entre a flexibilidade e a rigidez.

A virtualização do local de trabalho, a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar significa que se pode trabalhar o tempo todo, isso tem tornado impossível a dissociação entre trabalho e vida pessoal e familiar. Para Cortela não dá para dissociar uma coisa da outra e é necessário uma administração efetiva do tempo entre trabalho, família, estudos, espiritualidade e lazer. Para isso é necessário uma distinção entre o que é urgente e o que é importante. É necessário reinventar o modo como existimos, o trabalho é uma das dimensões da nossa vida, não é a única. “De nada adianta um homem ganhar o mundo se ele perder a alma”.

Liderança

As pessoas estão começando a fazer uma distinção necessária entre o que é essencial e o que é fundamental. Essencial é tudo aquilo que você não pode deixar de ter: felicidade, amorosidade, lealdade, amizade, sexualidade, religiosidade. Fundamental é tudo aquilo que o ajuda a chegar ao essêncial, é o que nos permite conquistar algo. Por exemplo, trabalho não é essencial, é fundamental. O trabalho lhe permite atingir a amizade, a felicidade, a solidariedade. Dinheiro não é essencial,é fundamental. Sem ele você passa necessidade.

O que eu quero do meu trabalho é ter a minha obra reconhecida, me sentir importante no conjunto daquela obra. Essa visão do conjunto da obra vem levando muitas pessoas a questionar o que, de fato estão fazendo ali.

O nosso modo de vida no Ocidente está em crise e algumas questões relevantes vêm a tona: a compreensão sobre a nossa importância, o nosso lugar na vida, o que vale e o que não vale, qual é o próprio sentido da existência. A proposta da ciência há cem anos, era que com quanto mais tecnologia mais tempo livre haveria para a família, o lazer e amorosidade. Mas o que tem acontecido é exatamente o inverso, pois apesar de tantas tecnologias o que temos é menos tempo livre. Hoje temos um fosso entre o essencial e o fundamental, que leva as pessoas a se sentirem incomodadas. Há um nível de insatisfação que somente através de mecanismos de reconhecimento pode ser resolvido. “Reconhecer” significa conhecer a mim mesmo. Eu preciso me ver naquilo que faço, do contrário não me realizo. Se não me percebo no que faço, eu me sinto infeliz. Essa é uma questão que os líderes não podem perder de vista. Mostrar para as pessoas qual é o resultado da obra e identificar essa obra como magnífica. Isso é essencial.

A liderança é uma virtude, e não um dom, virtude é uma força intrínseca como a

coragem, o destemor, a iniciativa que deve ser cultivada e aprendida. Qualquer um, em qualquer lugar ou função, pode desenvolver a liderança. A liderança é sempre circunstancial, esta é a diferença entre o líder e o liderado, ou seja, a ocasião ou a situação. Nenhum de nós é líder em todas as situações, ninguém consegue liderar qualquer coisa, ou todas as coisas e situações. Por outro lado,qualquer um de nós é capaz de liderar alguns processos, algumas situações,algumas pessoas, algumas situações. Você não nasce líder, você se torna líder como processo de vida com os outros. O líder é aquele que tem uma força intrínseca e qualquer um de nós pode sê-lo. Assumir a postura de liderança é uma escolha. Mas ela exige uma estupenda capacidade: a de ser humilde. Isto é, saber que não sabe tudo, saber que não se sabe todas as coisas e especialmente saber que não se é o único a saber.

O líder tem que ter cuidado com a armadilha do “mesmo” – o mesmo o tempo todo do

mesmo jeito. Tem gente que está presa ao passado e não consegue avançar para o futuro. É aquela pessoa que só quer mais do mesmo, e torna se repetitiva. Nem tudo que vem do passado é para ser descartado, há aquilo que vem do passado que precisa ser guardado, protegido, levado a diante (tradição). O que vem do passado e precisa ser jogado fora é o arcaico, o ultrapassado.

Muitos líderes se acham invulneráveis e ficam descuidados. Não conseguem olhar o outro como fonte de renovação. Um líder deve ter cuidado com a satisfação, pois ela paralisa, adormece, entorpece e pode nos deixar num estado de tranquilidade. É o outro que vai nos desafiar a ser diferente, a pensar de outro modo. Só será possível construir futuro melhor e buscar excelência se formos capazes de conviver, dentro da igualdade, com diferença das atividades que cada um faz. Num mundo que com extrema velocidade, se eu não olhar o outro como fonte de conhecimento para mim eu perco uma grande chance de renovação. Quem despreza o outro despreza uma fonte de informação

Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor,em vez de contentar-se com o possível. Fazer o possível é óbvio. Agora, fazer o melhor é exatamente aquilo que cria a diferença. Essa busca pelo melhor exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que nós já tínhamos.Porque se as práticas que tínhamos e temos no dia-a-dia fossem o suficientes, já estaríamos melhores.

Muitas vezes a pessoa que tem uma função que não é de chefia, não se sente parte da obra, e ficam tristes e muitas vezes se sentem inferiorizadas. Cabe ao líder desenvolver uma estratégia para que todas as pessoas sintam se importantes e percebam a obra como sua, não importa se ela faz apenas o cafezinho, ela sabe que o cafezinho deixa as pessoas mais alegres e com disposição para fazer a obra acontecer. O líder precisa ser companheiro e também ter o outro como companheiro, ao mesmo tempo em que ajuda a cultivar as cinco competências essenciais nessa grande arte da interação:1) Abrir a mente – o líder deve ficar atento àquilo que muda e estar sempre disposto a aprender; 2) Elevar a equipe – o liderado percebe claramente quando você é capaz de, ao crescer, levá-lo junto; 3) Recrear o espírito – as pessoas devem se sentir bem e ter alegria onde estão. Seriedade não é sinônimo de tristeza. Tristeza é sinônimo de problema; 4) Inovar a obra – liderar pressupõe a capacidade se reinventar, de buscar novos métodos e soluções; 5) Empreender o futuro – não nascemos prontos, também não somos inéditos, mas tampouco somos ilha.

Ética

Ética é o nome dado ao conjunto de valores de conduta que um indivíduo ou grupo de pessoas tem. Ela faz fronteira entre a razão e o instinto e orienta a capacidade de julgar, avaliar e decidir com autonomia. Não existe ser humano sem ética, pois todos são formados seguindo um conjunto de valores que norteiam sua vida. Quando um indivíduo tem um conjunto de valores contrário ao compartilhado pela maioria do grupo, isso quer dizer que a pessoa é antiética. Contudo existem pessoas que são incapacitadas de julgar, avaliar e decidir. Essas pessoas são caracterizadas como aéticas. Enquanto a ética está no campo teórico, a moral é a prática desses princípios compartilhados pela sociedade, é o exercício da conduta no dia-a-dia orientada pela ética. Podemos dizer que a ética é a capacidade de protegermos a dignidade da vida coletiva. Na nossa convivência humana, quando alguém faz uma escolha ela trás conseqüências, para o bem ou para mal, e essas conseqüências muitas vezes são compartilhadas, não somente com a raça humana, mas com o ambiente..É a ética que responde: Quero? Devo? Posso? três perguntas

essenciais para cuidarmos da vida coletiva. Muitas vezes entramos em um dilema. Quero, mas, não posso. Ou, posso, mas, não devo. É necessário cuidar da ética para não anestesiarmos a nossa consciência e achar que tudo é normal.

Conclusão

O Livro de Mário Sérgio Cortela “Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre gestão liderança e ética” nos traz dicas importantes quanto as posturas e ações que nos levam à formação contínua.

Transformar nosso trabalho em uma obra que devemos construir diariamente nos leva a um relacionamento diferente com nosso trabalho e com as pessoas com as quais trabalhamos, pois imprime sentido amplo e exige um novo olhar sobre tudo o que fazemos.

A busca da espiritualidade, segundo Cortela, se manifesta através da insatisfação com aspectos da nossa vida que deixaram de fazer sentido e nos empurra para mudanças que muitas vezes são difíceis de lidar, mas se fazem necessárias. Esta necessidade de mudança exige novas experiências e conhecimentos que só serão adquiridos se tivermos consciência que não sabemos tudo. É exatamente esse reconhecimento de que sabemos pouco e há muito mais para saber, que irá nos impulsionar na busca da formação continua e da excelência profissional. Mas é preciso cautela, pois a sede por excelência profissional pode nos levar a alienação de outros aspectos importantes da nossa vida causando problemas que, por fim, nos desmotivarão profissionalmente. Para isso é preciso distinguir o que é urgente do que é importante, cuidando de todos os aspectos de nossa vida para que haja um fluir de todos os papeis sociais que temos que desempenhar.

Durante todo o livro ele destaca a relevância da humildade como base para a aquisição de conhecimento e da prática da liderança que deve sempre respeitar o outro e entender sua importância no conjunto da obra, assim como ter um papel fundamental como fonte de conhecimento adquirido através de experiências ímpares.

A busca por excelência profissional, assim como a busca do conhecimento, não deve jamais se distanciar da ética que é a expressão dos valores de um grupo visando a preservação da dignidade humana.

(Video) Concurso ISS Santos SP: Plano de Estudos

Finalizando, acredito que Cortela coloca como pontos centrais para a aquisição do conhecimento, ou seja, para a formação contínua, a humildade, o reconhecimento de que não sabemos tudo e a capacidade de mudança.

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(Anatomia Fácil com Rogério Gozzi)
3. Palestra “Desafios para a formação de professores: a revogação da Resolução 02.2019 e BNC Formação"
(Rede de diálogo: a educação em debate)
4. Aula 2 - O artigo 477-A da CLT e a decisão do presidente do TST
(TRTube)
5. 2018/06/20 - 2º Curso de Atendimento Pré-Hospitalar - 3º Módulo - Transporte Veicular
(Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR))
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(Eduardo Girotto)

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Author: Greg O'Connell

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